Minha primeira impressão sobre Paris

Paris fede.

Aliás, quando cheguei no CDG, tive uma impressão quase que real de estar chegando no Galeão. As placas só te confundem. Muita zona, um calor infernal; sim, sou brasileira, acostumada com calor, mas eu estava sob temperaturas amenas com um vento infernal e agora estou assando. Ah, muita gente feia.

Metrô e fui descobrindo que não era como eu imaginava. Ok, Paris nunca foi a cidade dos meus sonhos, mas eu esperava mais. Muitas pichações, o metrô que liga o aeroporto ao centro é muito antigo e sujo. Tentei cochilar, mas sem sucesso. O voo foi tão ruim que eu senti enjoo e só queria comer algo, já que no avião os lanches eram vendidos e eu que não ia pagar mais de 15 reais por um sanduíche meia-boca.

Estou no bairro de Montmartre, a zona boêmia de Paris. Festas, bêbados, brasileiros e prostitutas. A Red Light francesa. Mas calma mãe, estou bem acomodada e aqui só parece o Rio, não é. As ruas do bairro são sujas e fedem a xixi. Me senti na Lapa. Mas a noite e lindo. Tudo brilha! Mas depois falo mais sobre o bairro.

Acordei cedo e fui pro Louvre. Como hoje é o dia nacional (Queda da Bastilha), a entrada no Louvre é gratuita. Achei o máximo. Primeiro porque eu sou leiga em arte. Segundo porque ativei o modo pão-dura. Fui para lá bonitinha, de short e camisetinha, tênis sem palmilha (promoção, número menor, sabe como é, né?) e começou a chover. Muito. Cair o mundo. Agora por exemplo eu tô no Mc Donald’s e chove demais. Virei um pinto.

Entrei no Louvre. Achava tudo lindo. Com a minha super mega ultra inovadora câmera fotográfica, tirei foto até de Zeus. Peguei os folhetos com o mapa e comecei a caminhar rezando pra não precisar usar o meu francês made in livemocha.com.

Depois de 1 hora andando, comecei a cansar. Até então não tinha muita gente. E eu doida atrás dos Monets, da Monalisa, dos faraós e deu pra bola. E nada de achar eles. Depois de um ano andando e vendo a brasileirada queimar o filme da nação, achei a Monalisa. E o povo em cima. Seguranças. E brasileiros. Fiquei chocada com uma velhinha que jogou no chão o programa do museu. Jogou. Eu vi, não teria porque mentir. Ah, e o povo tirando foto com flash, o que seria proibido.

Ahhh, a Monalisa… agora poderia ir embora…

Vi tudo o que me interessava e na saída não resisti. Me senti no Brasil. Povo sentado no chão, comendo o seu pãozinho com mortadela…. Um charme… Uma brasileira disse que hoje é feriado porque é o dia da queda da Pastilha. Sim, sim. A pastilha valda que ela trouxe de casa..

Depois escrevo com calma! Agora a chuva parou, vou seguir meu rumo!

E amanhã, 1/4 de século de vida =)

Update:

Não menti quando disse que Paris fedia. É verdade. Mas a magia da cidade é impossível de descrever em poucas linhas. Paris é linda. Os parisienses são lindos, queridos, me receberam muito, muito bem! Espero voltar em breve!

Au revoir, Paris!

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