Mídias Sociais e as Eleições 2010

Hoje começa a propaganda eleitoral e todos já sabem que a nova estratégia de marketing político para as eleições neste ano vão ser as mídias sociais.

Desde o sucesso alcançado pelo presidente americano Barack Obama, que, em 2008 utilizou (e ainda utiliza) das redes Youtube, Twitter, Facebook, MySpace e Flickr como estratégia na corrida presidencial, muitos chefes de governo como Sarkozy, Ângela Merkel e Berlusconi utilizaram do mesmo meio.

De acordo com o Politweets, ferramenta que contabiliza a participação de políticos no Twitter, até o momento um governador, 13 senadores, 27 deputados federais e quatro deputados estaduais utilizam o microblog.

Com a popularização dos tweets entre os mais populares candidatos à presidência do Brasil (Marina Silva, José Serra, Dilma Rousseff), existe a opinião pública virtual, que vem sendo muito influenciada pelo que circula na internet. Os três candidatos utilizam do Twitter principalmente para agradecer o apoio recebido pelos seguidores.

Estar presente nas redes sociais em 2010 não será o suficiente para colher sucesso nas urnas. O público presente nas redes sociais quer uma figura humanizada do candidato. Dilma Rousseff, candidata pelo PT, utiliza seu espaço para comentar os jogos do Brasil durante a Copa do Mundo. José Serra, por sua vez, fala da família e chegou a explicar um cacoete que tem; sempre falar “olha” quando inicia uma frase. No Facebook de Dilma Rousseff, fica claro que o status é atualizado por uma equipe que cuidadosamente monta o perfil da candidata. A mesma página do candidato José Serra. Marina Silva convida o usuário a curtir a página e a convidar os amigos a unir-se à candidata.

Eu acredito que estar presente nas mídias sociais aproxima os candidatos do eleitor. A tal “figura humanizada” se torna de alguma forma pessoa próxima do eleitor, a ponto do candidato, em alguns momentos, falar sobre a sua vida pessoal, se esquecendo da dimensão que os fatos tomam ali. Outro fato interessente seria a facilidade de relacionamento com os jovens de 16 anos em diante, já que são usuários assíduos das redes sociais. Mas as principais mídias para divulgação continuam sendo o rádio e a TV.

Para Gil Castilho, diretora da Associação Brasileira de Consultores Políticos, a internet não vai ser determinante na campanha. “Haverá uma grande participação das pessoas que estão ligadas à internet, mas não acredito que ela seja determinante no processo eleitoral como um todo, principalmente nas campanhas majoritárias. Mas ela vai fazer ter um grande peso para a militância e a mobilização”. De acordo com ela, ao usar as redes sociais, os candidatos devem ser fiéis ao que são fora da rede. “É importante ter uma imagem nos meios digitais que esteja em consonância com a sua imagem real”, destacou.

Parafraseio Thiago Arantes, autor desse slide e pergunto: Qual o futuro de toda essa atuação em redes sociais?

Vamos aguardar até outubro para ver o resultado dessa primeira eleição 2.0 para presidente do Brasil.

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