Direito de privacidade na Internet – Seu nome e o Google

Nos últimos dez anos, o tema “privacidade” ganhou novos significados devido a disseminação das tecnologias da informação. São essencialmente três os fenômenos que vem contribuindo para uma maior preocupação com o tema:  a estruturação de uma base de dado, que abriu a possibilidade de se cruzar informações facilmente, montando perfis detalhados de qualquer pessoa que tenha algum dado online;  a popularização da internet (e claro, do acesso à tecnologia), que culminou com a inclusão digital, estimulando praticamente a todos a manterem as suas informações online; e, finalmente, a padronização de equipamentos e sistemas, o que facilitou a aquisição de informações mantidas por usuários de informática, inclusive sem o seu conhecimento. Basta dar um Google e você terá acesso a praticamente tudo o que cita seu nome online.
Até onde vai o direito à privacidade na Internet? A nossa Constituição Federal estabelece, como direito básico da pessoa o direito à
privacidade:

“Art. 5º …………………………………………………………………………………………………………………………………….
………………………………………………………………………………………………………………………………………………..

X – são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito
a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação;
…………………………………………………………………………………………………………………………………………=….”.

Nada como a exposição que a internet nos proporciona. A rede é mundial e o fato poderá ser divulgado em escala nunca antes alcançada por outros meios de comunicação de massa.

A  maioria das pessoas não tem a noção exata do que acontece quando postamos uma simples foto com os amigos em um site de relacionamentos. Eu mesma não tinha até um tempo atrás. Dei um Google no meu nome e até foto de biquíni minha apareceu. Consegui com que a pessoa deletasse. O Google acaba sendo o seu currículo online não autorizado. E um possível contratante ao ver isso, de certo vai desistir de você.

Entrei em contato com o administrador do site Gosto de Ler para deletar um antigo perfil. Minha reação à resposta do indivíduo foi de raiva. Ele simplesmente respondeu: “Infelizmente não tem como”. Como não tem como? Qualquer site é obrigado a apagar informações pessoais se o usuário pedir. Enviei outro email e estou aguardando que eles o façam.

A privacidade deve ser estendida ao direito de controlar de que forma as informações sobre você serão usadas por outros. Não se esqueça de checar o controle de privacidade de suas páginas na internet. Caiu na rede, é peixe.

Cerveja lança teletransportador que ambientaliza a “mentira” para quando você estiver no bar

Esteja aonde você quer estar. Esse é o slogan da Andes.

Para você bom bebedor de cerveja, conhece todas e nunca te escapa um nome à mente, deve conhecer essa propaganda.

A Andes é uma cervejaria argentina com sede em Mendoza, criada em 1920. Eu diria que foi a melhor sacada publicitária que eu vi nos últimos tempos, e que envolve a relação homem x mulher x boteco.

Para quê mentir se você pode se teletransportar?

Quem nunca teve problemas com o namorado que ficou mais tempo do que deveria – ou pelo menos mais tempo do que você acha que ele deveria ter ficado – em um bar? E claro, seu namorado acaba mentindo.

O teletransportador Andes é a materialização da ideia, e sua implantação não podia ser melhor. Teletransporters reais foram fabricadas e serão colocados em bares de Mendoza, na Argentina, devidamente selecionados para as pessoas a experimentar, se divertir e (por que não?) quando a namorada(o) ligar pedindo satisfações.

Tenho certeza que todos os homens estavam esperando por isso. Algumas mulheres também rs

Foi o tiro certo. Não demora muito pro vídeo se tornar viral.

Se a cerveja é boa, não sei. Mas a campanha é fina demais. Foi desenvolvida pela Del Campo Nazca Saatchi & Saatchi.

Minha primeira impressão sobre Paris

Paris fede.

Aliás, quando cheguei no CDG, tive uma impressão quase que real de estar chegando no Galeão. As placas só te confundem. Muita zona, um calor infernal; sim, sou brasileira, acostumada com calor, mas eu estava sob temperaturas amenas com um vento infernal e agora estou assando. Ah, muita gente feia.

Metrô e fui descobrindo que não era como eu imaginava. Ok, Paris nunca foi a cidade dos meus sonhos, mas eu esperava mais. Muitas pichações, o metrô que liga o aeroporto ao centro é muito antigo e sujo. Tentei cochilar, mas sem sucesso. O voo foi tão ruim que eu senti enjoo e só queria comer algo, já que no avião os lanches eram vendidos e eu que não ia pagar mais de 15 reais por um sanduíche meia-boca.

Estou no bairro de Montmartre, a zona boêmia de Paris. Festas, bêbados, brasileiros e prostitutas. A Red Light francesa. Mas calma mãe, estou bem acomodada e aqui só parece o Rio, não é. As ruas do bairro são sujas e fedem a xixi. Me senti na Lapa. Mas a noite e lindo. Tudo brilha! Mas depois falo mais sobre o bairro.

Acordei cedo e fui pro Louvre. Como hoje é o dia nacional (Queda da Bastilha), a entrada no Louvre é gratuita. Achei o máximo. Primeiro porque eu sou leiga em arte. Segundo porque ativei o modo pão-dura. Fui para lá bonitinha, de short e camisetinha, tênis sem palmilha (promoção, número menor, sabe como é, né?) e começou a chover. Muito. Cair o mundo. Agora por exemplo eu tô no Mc Donald’s e chove demais. Virei um pinto.

Entrei no Louvre. Achava tudo lindo. Com a minha super mega ultra inovadora câmera fotográfica, tirei foto até de Zeus. Peguei os folhetos com o mapa e comecei a caminhar rezando pra não precisar usar o meu francês made in livemocha.com.

Depois de 1 hora andando, comecei a cansar. Até então não tinha muita gente. E eu doida atrás dos Monets, da Monalisa, dos faraós e deu pra bola. E nada de achar eles. Depois de um ano andando e vendo a brasileirada queimar o filme da nação, achei a Monalisa. E o povo em cima. Seguranças. E brasileiros. Fiquei chocada com uma velhinha que jogou no chão o programa do museu. Jogou. Eu vi, não teria porque mentir. Ah, e o povo tirando foto com flash, o que seria proibido.

Ahhh, a Monalisa… agora poderia ir embora…

Vi tudo o que me interessava e na saída não resisti. Me senti no Brasil. Povo sentado no chão, comendo o seu pãozinho com mortadela…. Um charme… Uma brasileira disse que hoje é feriado porque é o dia da queda da Pastilha. Sim, sim. A pastilha valda que ela trouxe de casa..

Depois escrevo com calma! Agora a chuva parou, vou seguir meu rumo!

E amanhã, 1/4 de século de vida =)

Update:

Não menti quando disse que Paris fedia. É verdade. Mas a magia da cidade é impossível de descrever em poucas linhas. Paris é linda. Os parisienses são lindos, queridos, me receberam muito, muito bem! Espero voltar em breve!

Au revoir, Paris!

Coca-cola zero: intervenção no cinema

A  McCann Erickson desenvolveu uma estratégia de marketing de guerrilha para a Coca-Cola para combater a contrapropaganda de que a Coca-Cola Zero não tem o mesmo sabor do refrigerante original, só que sem açúcar.

A ação aconteceu em um cinema. Quando os clientes pediam uma Coca-Cola normal, o atendente jogava um copo da versão zero açúcar dentro do copo anterior e o enchia com Coca-Cola Zero, trocando o produto. Com os copos fechados e tampados, os consumidores não perceberam a mudança.

Antes do início do filme, um vídeo apresentou o vendedor, que pedia para que os clientes provassem o refrigerante novamente e olhassem o que estavam bebendo na realidade. O vídeo abaixo mostra a ação de intervenção no cinema.

Para mim não funcionaria, já que eu sou viciada em Coca- cola normal. Mas achei o máximo a ação. Arriscada também. Eles poderiam ter pego alguém alérgico à fenilanalina. Aí ia dar merda.

Via PEGN

Mídias Sociais e as Eleições 2010

Hoje começa a propaganda eleitoral e todos já sabem que a nova estratégia de marketing político para as eleições neste ano vão ser as mídias sociais.

Desde o sucesso alcançado pelo presidente americano Barack Obama, que, em 2008 utilizou (e ainda utiliza) das redes Youtube, Twitter, Facebook, MySpace e Flickr como estratégia na corrida presidencial, muitos chefes de governo como Sarkozy, Ângela Merkel e Berlusconi utilizaram do mesmo meio.

De acordo com o Politweets, ferramenta que contabiliza a participação de políticos no Twitter, até o momento um governador, 13 senadores, 27 deputados federais e quatro deputados estaduais utilizam o microblog.

Com a popularização dos tweets entre os mais populares candidatos à presidência do Brasil (Marina Silva, José Serra, Dilma Rousseff), existe a opinião pública virtual, que vem sendo muito influenciada pelo que circula na internet. Os três candidatos utilizam do Twitter principalmente para agradecer o apoio recebido pelos seguidores.

Estar presente nas redes sociais em 2010 não será o suficiente para colher sucesso nas urnas. O público presente nas redes sociais quer uma figura humanizada do candidato. Dilma Rousseff, candidata pelo PT, utiliza seu espaço para comentar os jogos do Brasil durante a Copa do Mundo. José Serra, por sua vez, fala da família e chegou a explicar um cacoete que tem; sempre falar “olha” quando inicia uma frase. No Facebook de Dilma Rousseff, fica claro que o status é atualizado por uma equipe que cuidadosamente monta o perfil da candidata. A mesma página do candidato José Serra. Marina Silva convida o usuário a curtir a página e a convidar os amigos a unir-se à candidata.

Eu acredito que estar presente nas mídias sociais aproxima os candidatos do eleitor. A tal “figura humanizada” se torna de alguma forma pessoa próxima do eleitor, a ponto do candidato, em alguns momentos, falar sobre a sua vida pessoal, se esquecendo da dimensão que os fatos tomam ali. Outro fato interessente seria a facilidade de relacionamento com os jovens de 16 anos em diante, já que são usuários assíduos das redes sociais. Mas as principais mídias para divulgação continuam sendo o rádio e a TV.

Para Gil Castilho, diretora da Associação Brasileira de Consultores Políticos, a internet não vai ser determinante na campanha. “Haverá uma grande participação das pessoas que estão ligadas à internet, mas não acredito que ela seja determinante no processo eleitoral como um todo, principalmente nas campanhas majoritárias. Mas ela vai fazer ter um grande peso para a militância e a mobilização”. De acordo com ela, ao usar as redes sociais, os candidatos devem ser fiéis ao que são fora da rede. “É importante ter uma imagem nos meios digitais que esteja em consonância com a sua imagem real”, destacou.

Parafraseio Thiago Arantes, autor desse slide e pergunto: Qual o futuro de toda essa atuação em redes sociais?

Vamos aguardar até outubro para ver o resultado dessa primeira eleição 2.0 para presidente do Brasil.

Do túnel do tempo…

Navegando pelo blog da Rosana encontrei um link super bacana da música Asereje em ópera… Fiz a trajetória da canção por curiosidade. Começamos com a versão brasileira, do finado grupo Rouge.

Que por acaso é a versão brasielira das Las Ketchup  da Espanha:

Agora me diz o que você acha dessa versão:

O maestro dançando no final ficou SENSACIONAL.

Lembrei horrores do Leo. Que saudades!!!