Azul Linhas Áereas – um marketing que dá certo

Sábado, na minha conexão vindo para Porto Alegre percebi como o marketing de guerrilha utilizado pela Azul deu resultado. Não só pelo fato de 80% dos aviões no pátio em VCP serem da empresa.

Já tinha voado pela Azul, nada anormal ou diferente, ao contrário, passei raiva com um atraso de 6 horas em SDU. Nos ofereceram vouchers de R$200 que até hoje eu nunca recebi. Mas depois de alguns meses sem voar pela cia, vi muitas mudanças. Boas mudanças. A começar pelo número de totens em CNF para o check-in e a fila (minúscula por sinal) para despachar as bagagens. Para quem tem pressa, isso faz a diferença.

Quem me conhece sabe que eu gosto muito de aviação e sou metida a entender. Leio, procuro me informar e participo de fóruns de discussão. Sou uma piloto frustrada. Mas vou explicar porque a Azul tem me chamado a atenção.

O início

A Azul é uma empresa relativamente nova no país (2 anos) e abocanhou o terceiro lugar entre as maiores companhias brasileiras, tirando o lugar da então Ocean Air (que, por uma tentativa de reestruturação, passou a ser Avianca, “a mãe rica” com base no México).

A empresa viu no marketing sua grande chance de crescer. Muitos profissionais tem medo, em pleno ano 2010, de apostar suas fichas no marketing e em uma comunicação bem elaborada e planejada. Não vejo isso na Azul. Para começar, a empresa entrou no mercado brasileiro com aeronaves brasileiras (Embraer), na estratégia “o melhor do Brasil são os brasileiros”.

A escolha do nome teve direito a hotsite, votação e passagens aéreas vitalícias para as duas pessoas que sugeriram os nomes mais votados pelos internautas: Azul e Samba (No ato imaginei: Voe Samba – A cia aérea das Mulatas Brasileiras ????????). A cada novo trecho inaugurado, a empresa criou uma nova promoção e batizou a aeronave em questão. Por exemplo:  O Rio de Janeiro Continua Azul, Azulville, Céu Azul… Esses nomes estão pintados nas aeronaves.

Para quem passa fome em casa, não come no aeroporto e pensa que avião é restaurante, o serviço de bordo da Azul é excelente. Nada de barras de cereal. Snacks de vários tipos- doces e salgados, o amigo amendoim, o tradicional cafezinho, além de sucos e refrigerantes (em lata). Ano passado a Tam divulgou que gasta por pessoa cerca de R$15, fiquei bem curiosa sobre quanto a Azul gasta…

Em setembro/outubro do ano passado eu estava no Rio e a Azul lançou uma promoção relâmpago. Algo como “Rio 2016”. Quem comprasse ida-volta com a empresa pagaria R$16,00 pelo bilhete de ida. Ninguém acreditou. Como eu olho os sites das aéreas sagradamente todos os dias, peguei o bonde e comprei.SDU-POA.

Quem tem as pernas compridas como eu, (eu tenho 1, 18m de pernas) e sofre com os espaços entre as poltronas, a Azul tem o chamado “Espaço Azul”. Você paga X reais a mais e tem um espaço digno de rainha. Eu não paguei nada. Na cara de pau pedi a moça do check in para me colocar lá.

Os ônibus que vão de VCP para GRU tem wifi gratuito. Alguns E195 tem monitor individual com canais Globosat gravados. Para quem ama futebol como eu, pode assistir Sportv. O programa de fidelidade não dá pontos, mas descontos em dinheiro nos bilhetes que vão ser adquiridos. Perfeito para quem custa a juntar míseros 10 mil pontos/milhas.

Nas redes sociais

No início desse ano a Azul fez seu primeiro ataque nas redes sociais com canais no Youtube, Facebook, Orkut e Twitter – Por sinal, todos muito requisitados e pasmem, respondidos pelo eficiente setor de marketing liderado por Gianfranco Beting, com ajuda de Mark Neeleman (sobrinho do David Neelman?) e alguns estagiários made in USA. Foi a única empresa que me respondeu no Twitter e no Facebook. E olha que eu já tentei muitas vezes contato com outras empresas por esses canais.

A empresa lançou a Rede Social de viagens Viajamos.com e já lançou um desafio. Quem completasse o perfil, atualizasse as mídias e enviasse um email para o marketing ganharia um ticket de ida-volta pela empresa. Fiz tudo por curiosidade. Mandei o email no melhor estilo “só acredito vendo”. Ganhei o primeiro voucher e só acreditei quando eu voei. Mês passado o Viajamos.com lançou outra promoção. Quem alcançasse 250,500, 750 e 1000 amigos no site e enviasse um email com os dados, ganharia mais uma vez, um voucher de ida-volta. Eu ganhei 3. Fora os que eu ganhei para a minha mãe, etc.

Não, a Azul não me pagou para escrever isso. Viajo muito, já fui muito mal atendida por outras companhias (novidade!) por pouco. As únicas cias que eu não tive problema foram a Ocean Air – eu adoro o atendimento deles – e a Azul, que mesmo com um baita atraso, povão quebrando o check in, a culpa não foi deles. Afinal, quem manda no tempo?

Atualmente no mercado das cias áereas no país, o Brasil não tem nenhuma empresa tão atuante nas redes sociais e que tenta a aproximação com o cliente.  E que interage.

Um marketing de guerrilha que respeita o consumidor e dá certo.

Por Polyanna Rocha

Anúncios

2 comentários sobre “Azul Linhas Áereas – um marketing que dá certo

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s