A força do silêncio

Pra voltar a escrever aqui precisei de algo que me motivasse. Mais do que um gol do Grêmio ou de um beijo da minha sobrinha.

Na leitura do domingo peguei a Revista Época, recém chegada e me emocionei com a história de uma mãe que há 12 anos espera pela volta da sua filha. A menina não fugiu de casa, como as crianças travessas que conhecemos, nem mora com o pai. Flavia está em coma. Ela pode ver, mas não vê. Tem os cabelos longos e cacheados e pele bem cuidada.

No dia 6 de janeiro de 1998 Flavia se despediu da mãe e foi para a piscina do prédio com o irmão. Nunca mais falou. Nunca mais voltou a ser a menina que era. Em um acidente considerado pela justiça brasileira como “Displicência maternal”, a menina teve os cabelos sugados pelo ralo da piscina. Odele foi a justiça e perdeu. Foram 8 meses de coma em um hospital em São Paulo, até que a mãe angustiada e esperançosa por tero sorriso e a voz da filha de volta, resolveu ir para a casa.

Mas não. A menina vive com a mãe, que depois de 12 anos de luta, sofrimento e esperança, de idas à médiuns, médicos, terapeutas, curandeiros e religiosos, acredita que um dia  irá acordar com a voz suave e doce da filha que hoje tem 22 anos.

Matéria no site da Revista Época

Conheça a história de Flavia

Por Polyanna Rocha
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